
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Índia

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Peter Menzel





O fotógrafo californiano Peter Menzel, documentou em suas fotos, famílias em frente de suas casas com todos os objetos que possuem, do automóvel até as coisas menores.
Mania de grandeza

chama-se Amâncio.
Fonte: http://www.chargeonline.com.br/index.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Rosas, rosas, rosas

É aquela “velha história”, todos temos que fazer alguma coisa, em casa, nas escolas, nas ruas. Quem já teve sua vida invadida pela dor e perda de algum ente querido sabe o sentido do movimento organizado pela ong “Rio de Paz”.
Quanto a nós que temos sido poupados, temos que participar em solidariedade àqueles que sofrem e também para clamar por dias melhores...afinal, ninguém está livre e isento de nada em meio ao caos que temos vivido.
Hoje o maior problema do Brasil é a violência. Afinal, a desigualdade social sustenta a violência. E não adianta dizer que este é um problema do governo! É nosso o problema, somos nós que elegemos quem se alia aos morros, somos nós que não fazemos nada quando as coisas andam errado e somos nós que desistimos e nos isentamos de tudo e ainda saímos por aí dizendo que não vamos mais votar em ninguém. Como se isso fosse resolver alguma coisa...
É claro que o Poder Público tem se mostrado incapaz de enfrentar esta situação. Já é fato a conivência e cumplicidade de alguns grupos da Polícia e até de membros do Legislativo e Judiciário. A corrupção está intimamente ligada à violência no âmago da sociedade. Mas esta é uma história antiga! A violência sempre fez parte da constituição do Brasil, e isso desde a ocupação européia, na época dos índios, pela escravidão. Mas ultimamente vivemos um Brasil, sem guerra civil explícita, porém, com uma situação de criminalidade sinistra de assaltos, roubos, assassinatos, seqüestros e tráfico de drogas e armas e isso vem se acelerando nas últimas décadas.
Sexta-feira depois das 22h, aqui bem pertinho de minha casa, no morro Dona Marta, em Botafogo, teve uma queima de fogos mega, durando mais de 5 minutos, digna de alguma comemoração. E a gente sabe o que significa esse espetáculo de queima de fogos nos morros cariocas...
O certo é que a dimensão ética, moral e de valores tem sido banalizada em nossa sociedade. Antes tínhamos respeito pelo outro, não é o que temos visto, banalizou-se tudo, é só abrirmos o jornal e nos deparamos com notícias de crueldade contra mulheres, idosos, crianças, pessoas doentes etc. Nem a família, a escola e a religião têm sido capazes de resistir a esta deteriorização de valores.
Só através do exercício de consolidação de nossa cidadania vamos poder ter de volta a ordem. Perdemos muito desde os tempos de ditadura com todas as invasões, agressões e tortura. Quase perdemos a esperança. E para tal ação só governos democráticos junto a sociedade civil poderão realizar mudanças eficazes: de luta, coragem, sem recuos; mobilizando a nação pelo estabelecimento de políticas públicas que consolidem uma cultura de paz.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Vera Silvia Magalhaes

Hoje na Casa de Cultura Laura Alvin, em Ipanema, RJ, haverá uma homenagem para aquela que aos 21 anos foi a única mulher a participar do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, a economista e socióloga Vera Sílvia Magalhães. A homenagem substituirá a tradicional missa de sétimo dia.
Vera Sílvia Magalhães foi retratada na minissérie “Anos Rebeldes” como a personagem de Cláudia Abreu e no filme “O que é isso, companheiro?” de Bruno Barreto, baseado no livro de Fernando Gabeira.
Na juventude, bela e inteligente, Vera “despedaçava o coração” dos companheiros de guerrilha. Em 1968, aos 20 anos, a menina de classe média alta do Rio de Janeiro ingressou na luta armada contra a ditadura militar e se engajou no Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), que foi uma dissidência do PCB. Vera treinava tiro, roubava carros e assaltava supermercados e bancos.
Vera tinha sangue-frio, em conversa com o segurança da embaixada americana extraiu todas as informações necessárias para a ação. “Quando nosso aparelho foi descoberto, ela deu cobertura a todos com seu 38. Depois, com a arma vazia, rendeu um táxi e fugiu”, lembra o jornalista Cid Benjamin. Dias depois, quando fazia panfletagem numa favela do Rio, levou um tiro na cabeça e foi presa. Mesmo torturada, não entregou os companheiros. “Falar eu não falava, assim como não lambia parede, embora eles quase tenham arrancado minha língua fora”, contou Vera numa entrevista.
Incluída entre os 40 presos que foram trocados pela libertação de um embaixador alemão, Vera deixou o país em junho de 1970 em cadeira de rodas. Tivera os movimentos severamente prejudicados em sucessivas sessões de tortura sofridas durante meses na Polícia do Exército.
Só voltou depois da anistia, em 1979. Morou a maior parte do tempo em Paris e estudou na Sorbonne, onde foi aluna de Fernando Henrique Cardoso. “Como aquele marxista pôde se transformar no neoliberal de hoje? Ele não era democrático, não deixava os alunos falar.”
Em 2002, por decisão da 23ª Vara Federal do Rio, Vera Sílvia foi a primeira brasileira a receber pensão da União como reparação por tortura. A pensão de Vera foi de 20 salários mínimos – R$ 4 mil. Até então, indenizações desse tipo só tinham sido pagas a famílias de mortos. Vera Sílvia levou 30 anos para entrar na Justiça. “É difícil transformar sofrimento em dinheiro. A maioria de meus companheiros não pediu. Mas meus problemas de saúde exigiram”, disse Vera, que enfrentou crises psicóticas, problemas renais e câncer. Perdeu ainda a firmeza das pernas e, pelo excesso de medicamentos, tem problemas nos dentes e na salivação.
Entrevistada alguns anos atrás ela disse que se pudesse recuar no tempo, não teria optado por ações armadas como forma de enfrentar a ditadura:
- Nosso grande erro foi querer fazer uma revolução num momento conjuntural favorável à direita, tentar mudar o país com ações de guerrilha, mas sem os instrumentos necessários. O melhor teria sido optar pela resistência política, mesmo sabendo que os militares também nos prenderiam e nos torturariam por isso - analisou Vera Silvia. Os instrumentos mencionados por Vera seriam, essencialmente, o apoio popular, o aperfeiçoamento estratégico das organizações e o arsenal bélico.
- Tínhamos pouquíssimas armas. A Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) é que tinha armas boas, porque Carlos Lamarca roubara do Exército. A gente ia com um revólver 38 e com a coragem. E havia uma coisa bonita naquele sentimento de transformação radical da sociedade. Mas nem sequer chegamos à luta armada. Fizemos ações armadas. Não havia uma estratégia comum nem comando único. Não houve planejamento de guerrilha urbana ou rural no Brasil. Eram cerca de 50 organizações entregues a ações esparsas e fragmentadas – observou.
Para Vera, mesmo que os integrantes da luta armada unissem forças e consolidassem a estratégia, ainda assim seriam insuficientes comparados ao poderio das Forças Armadas.
- Não queríamos apenas resistir à ditadura, mas fazer uma revolução socialista. As classes fundamentais que fazem esse tipo de revolução são o campesinato e o operariado, normalmente massacrados pelo arrocho salarial. A classe média não faz revolução sozinha. Ela cria a vanguarda, mas vanguarda isolada se destrói pelas forças opostas. Naquele momento, até a classe média apoiava o golpe. Apostávamos na idéia de que um modelo econômico baseado no arrocho salarial aumentaria a insatisfação do povo, a resistência operária e da classe média. É claro que não. Havia o arrocho salarial, mas sem inflação, já que o governo dava subsídios e o FMI injetava muito dinheiro no Brasil. Era a estratégia dos governantes. A classe média conseguiu comprar a sua casinha e o operário passou a viver um pouco melhor. Portanto, não havia interesse para aquelas pessoas, pelo menos momentaneamente, em acabar com o regime.
Vera morreu aos 58 anos, em um de seus depoimentos, recolhidos nos arquivos do Jornal do Brasil, ela afirmou sobre a decisão pela luta armada, no final dos anos 60:
- O AI-5 acabou com os nossos diretórios e expulsou nossas lideranças das faculdades. Nos sentimos encurralados. Não dava para simplesmente irmos para o MDB. Éramos marxistas. Foi então que decidimos pela luta armada. Do socialismo daquela época, desisti. Mas não desisti da utopia, dos meus sonhos de que o mundo se torne melhor, com um mínimo de igualdade.
Para Vera Silvia, a menina que aos 11 anos ganhou de presente de um tio um livro que influenciaria toda a sua vida, o "Manifesto do Partido Comunista", de Marx e Engels, e após a leitura decidiu se desfazer de todos os seus bens, a começar pelas bonecas; para essa menina que um dia lutou um sonho que devia ser de todos, o sonho de um Brasil justo e livre, para ela desejo muita paz e estrelas no céu...
sábado, 8 de dezembro de 2007
Ocas – Organização Civil de Ação Social


Revista Ocas" pode sair das ruas
A idéia da revista veio de Londres na bagagem do publicitário Luciano Rocco. Morando na capital inglesa, ele conheceu a mais famosa das 55 revistas da International Network of Street Newspapers (Rede Internacional de Publicações de Rua): a The Big Issue. Criada em ä 1991, ela se tornou um fenômeno editorial no Reino Unido, com tiragem superior a 200 mil exemplares por semana. E plantou similares pelo mundo. Em 2002, Luciano e um grupo de voluntários conseguiram botar o primeiro número da versão brasileira nas ruas.
A idéia é que a venda de OCAS" seja apenas uma ponte da exclusão para a inclusão. "Nosso sonho é não precisar mais existir", diz Luciano.
Para mais informações sobre patrocínio ou doação, o telefone decontato é 9139-4449, com Guilherme, ou pelo e-mail ocas@ocas.org.br.Se o interesse for publicar anúncios na revista, o contatopublicitário é Nobuco Soga. O e-mail é nobu.soga@terra.com.br.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Adeus Heloneida Studart


Heloneida participou do chamado "Lobby do Batom", que defendeu os direitos trabalhistas das mulheres, como os 120 dias de licença-maternidade. Este ano, Heloneida foi nomeada diretora do Centro Cultural da Alerj e do Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Rio.
No livro Mulheres brasileiras, da Editora Record, Heloneida Studart foi indicada como uma das 100 brasileiras mais importantes do século XX. Mais recentemente, a Fundação de Mulheres Suíças escolheu 1.000 mulheres para concorrerem ao prêmio Nobel da Paz. Dentre elas, 52 eram brasileiras; e a jornalista cearense estava entre elas.
A ex-deputada estadual, 75 anos, morreu às 8h30 desta segunda-feira (3), de parada cardíaca, na Casa de Saúde São José, no Humaitá, RJ.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Estudando a gramática

Quem cose pano ou fazenda também borda e também tece;
AGUILAR, Irondino Teixeira, Aprender a Brincar, Porto Editora, 2ª edição
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Diversidade
Participei hoje do Seminário Interno sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais organizado pelo Ministério da Cultura e pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural. Ainda é impressionante os indicadores de exclusão no Brasil:
*73% dos livros estão concentrados nas mãos de 16% da população;
*O Brasileiro lê em média 1,8 livros per capita/ano, a Colômbia 2,4 e a França 7.
E isso sem falar de todas as outras exclusões a que tem sobrevivido o cidadão brasileiro... as desigualdades, tensões e conflitos.
É esse o conceito de cidadania que queremos? O que temos feito pra mudar essa dimensão em nossas casas, com nossos filhos e/ou alunos? Quais valores e atitudes devemos ter para mudar tal perspectiva?
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Arte das ruas
sábado, 17 de novembro de 2007
Ronaldo Fraga
Palácio das Artes em Belo Horizonte


Ronaldo Fraga é um estilista brasileiro, nascido em Minas Gerais.
Suas criações são costuradas com linhas de poesia, humor. Do processo criativo à pesquisa, é tudo muito bem cuidado, a coleção, os detalhes e entrelinhas alinhavadas. A temática é poética, Drummond, Arthur Bispo do Rosário, Zuzu Angel, Nara Leão...Ronaldo expressa todo esses universos com maestria, emoção e imensas reflexões.
Seu site é lindo, vale entrar e conhecer as coleções. Com certeza você vai se surpreender!!!
http://www.ronaldofraga.com.br/
domingo, 11 de novembro de 2007
Teia 2007: Tudo de Todos





Estive nessa semana durante quatro dias no maior encontro da diversidade cultural do Brasil que reuniu em BH os Pontos de Cultura participantes do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva, do Ministério da Cultura, e teve a relação entre Cultura e Educação como eixo central dos debates.
O Ministro Gilberto Gil junto a Célio Turino, secretário de Programas e Políticas Culturais do Minc (Ministério da Cultura), querem que em 2010 o Governo Federal bata a cota de 3 mil Pontos de Cultura por todo o Brasil.
Segundo Célio Turino, os Pontos de Cultura estão aí para “tirar o manto da invisibilidade da cultura brasileira”.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
A chave da casa do Barão


segunda-feira, 22 de outubro de 2007
O vestido

e traça meu vestido estampado em fundo preto.
à ponta de longas hastes delicadas.
meu vestido de amante.
Poesia reunida, Editora Siciliano, 1991 - S.Paulo, Brasil
sábado, 20 de outubro de 2007
Esperança

segunda-feira, 15 de outubro de 2007
"Cowriocas"

Com apenas 9 anos de existência, a CowParade já foi vista por mais de 100 milhões de pessoas, em pelo menos 37 cidades em todo o mundo. No Brasil, já passou por Belo Horizonte, São Paulo.
O circuito das divertidas vacas teve início no dia 5 de setembro e termina no dia 4 de novembro, quando haverá o leilão.
sábado, 13 de outubro de 2007
Viva a Criança!

Fala-se tanto na inclusão do aluno, afinal, ele não pode ser excluído. Na minha opinião quem está excluído na sala de aula é o professor, este sim, tem que dar conta de “n” conteúdos, com uma sala lotada, com alunos com vários níveis de aprendizado. Além de ter, entre outras coisas, “domar” certas feras em sala de aula. O professor tem sido o capturado nesta luta perversa.
A sociedade civil precisa acordar desse sono profundo, pois todos pagaremos o preço por tamanho descaso, e depois não adianta muro alto, nem carro blindado, nem ongs, nem nada...A mudança tem que se dar inicialmente nas mentalidades e nas atitudes. Este é um momento onde tudo é prioridade, educação é prioridade, saúde é prioridade, cultura é prioridade porque estamos falando de vidas...Cada um de nós pode começar a fazer alguma coisa...
Então mãos à obra!! E Viva o dia da criança! Viva o dia do professor! Viva Madre Teresa de Calcutá!
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
12ª Parada do Orgulho Gay

Porém mesmo negando que tenha dado tais declarações, ele, o Sr.Valter Luiz Cardeal de Souza, fez um pedido de desculpas público, a Eletrobrás soltou uma nota oficial negando tais declarações e a Comissão de Direitos Humanos da OAB divulgou uma nota de repúdio. Foi melhor assim para o bem de todos, inclusive para a comunidade gay que com tal episódio saí mais fortalecida em seu movimento.
O que não pode ocorrer é permitirmos que atitudes como estas ocorram. Ainda mais vindo de um representante de órgão governamental. Quem sabe a Eletrobrás com esse “mal-entendido” venha a avançar na estatal nas políticas de direitos dos gays e lésbicas. Já que o próprio presidente disse que “em Setembro de 2007, a Diretoria Executiva da Eletrobrás aprovou benefícios de gênero que permitem a inclusão, como dependentes no plano de saúde, de parceiros de empregados que mantenham relação homoafetiva estável”.
A Parada Gay é um movimento político importantíssimo, sabemos que existem os que estão ali para brincar, desfilar e outras coisas mais, mas isso não diminui em nada a luta pela igualdade e o respeito pela diferença na sociedade. O caminho ainda é muito árduo, o que pode ser percebido com os comentários abaixo escritos por internautas-leitores de um importante jornal sobre o patrocínio para a Parada Gay:
"Não entendo a postura dos homossexuais: se dizem iguais ao heterosexuais e precisam fazer parada de orgulho; pra que se estao felizes? Pedem respeito e liberdade de expressao, mas nao respeitam a opiniao do proximo, taxando de preconceito; querem que todos tenhamos uma mesma opiniao; dizem que tem horror ao sexo oposto, mas se nós heterosexuais dissermos que temos horror ao homossexualismo, nao dos individuos, dizem ser preconceito. Sua vida nao faz sentido!!"
"Homossexualismo é pecado, tem na bíblia. Não devemos achar isso normal, pois não é."
"Acho que os gays são heterofóbicos. Deviam ser processados por coibirem a liberdade de expressão daqueles que são contra suas idéias. Acho que li algo semelhante a isso, ocorrido na Alemanha, por volta da década de 40."
"Por que os homossexuais não começam a fazer alguma coisa em prol dos homossexais mais necessitados então? Existe a preocupação com o nível de escolaridade, da saúde, da habitação, dos menores no centros de recuperação que são estrupados? Por que o show apoteótico? Pra que tanto dinheiro pra uma simples passeata que não dura nem um dia inteiro? Por que a necessidade de se ficar repetindo homofobicos, homofobicos?"
"Infelizmente, se gasta muito dinheiro com “carnavais” de época e fora de época. É uma triste realidade de um país decadente que só sobrevive com pão e circo. Aliás, até o pão está sendo privatizado, sobrando apenas o “circo” armado a plena luz do dia. Quem não concordar, tem o convite de ir morar fora, bem longe daqui. Não diria sair do País – pois é para poucos – mas, ir para o Sul do Brasil. Lá ainda há um mínimo de decência dos homens públicos."
"É um absurdo a sensitivadade do tema censuraram meu comentario...pq disse que cada um tem direito a ter seu ponto de vista....
Não sou anti-gay, mas acredito que queme contra a ideia de homesexualismo tem o direito de ter esse ponto de vista...A liberdade de opinião e pensamento e expressão e defendida em varia areas/temas porque que neste Tema em particular todos tem que concordam e aceitar o que lhe e imposto caso contrario e homofobico ??Democracia tb e liberdade de opinião."
"Dinheiro de estatal em passeata gay? É isso mesmo? Um absurdo gastar dinheiro do povo em algo de tão mal gosto."
"Sinceramente,... qualquer um utilizaria melhor este dinheiro. Infelizmente isto só vem confirmar que o brasileiro vota mal, pois só colocamos cabeçudos e incompetentes na política. O POVO é quem precisa tomar vergonha na cara, e não os políticos."
"É inadmissível que uma empresa pública use dinheiro para patrocinar uma passeata de movimento tão polêmico como esse, inclusive conta com o repúdio da maioria esmagadora da população! É um absurdo! O nosso dinheiro usado para financiar essa vergonha como disse o Lúcio José! Tomara que venha logo a CPI das ONGs para desmascarar esses absurdos! Para dizer para onde vão os 18 milhões de dólares que o Viva Rio recebe da Fundação Ford e ainda tem que receber dinheiro federal, municipal e estadual!"
terça-feira, 2 de outubro de 2007
...ainda Caio

O responsável pelo livro foi o professor Ítalo Moriconi, que é organizador de Caio Fernando Abreu: Cartas, dedicado ao escritor, contista e jornalista gaúcho. O livro reúne a correspondência enviada pelo autor a mais de trinta destinatários...
“Estava com a carta pronta ontem, quando aconteceu uma coisa e não deu para colocar no Correio. Reinaldo Moraes, aquele meu grande amigo, foi visitar a mãe dele, por volta do meio-dia, e encontrou-a morta, caída no chão da cozinha (...) Resultado: alguns amigos tiveram que segurar junto. Quando vi, estava no meio da coisa. Tipo, vestir a morta, agitar caixão. Essas coisas. Eu nunca tinha visto ninguém morto, exceto Elis, no caixão. Fiquei muito impressionado, mas fui mais forte do que imaginava. O enterro era hoje de manhã, mas não tive coragem de ir, depois de ter ficado no velório ontem, até tarde. Tenho a impressão que alguma coisa muda E muda forte. Não sei bem o quê. É como se estivesse muito mais velho. Assim como se um contato frontal com a morte fosse a única coisa que faltava para ficar definitivamente adulto. Pois é. Era terrivelmente real. E feio. E vazio — alguma coisa já não estava mais lá. A alma? Pode ser.” - Carta para Luciano Alabarse, de São Paulo, 9/7/1994
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Onde andará Caio F.?

Porto, 22 de dezembro de 1979
“(...) Certo, eu li demais zen-budismo, eu fiz ioga demais, eu tenho essa coisa de ficar mexendo com a magia, eu li demais Krishnamurti, sabia? E isso frequentemente parece um pouco ridículo às pessoas. Mas, dessas coisas, acho que tirei pra meu gasto pessoal pelo menos uma certa tranqüilidade.
Você me pergunta: o que que eu faço? Não faça, eu digo. Não faça nada, fazendo tudo, acordando todo dia, passando café, arrumando a cama, dando uma volta na quadra, ouvindo um som. Você tá ansioso e isso é muito pouco religioso. Pasme: acho que você é muito pouco religioso. Mesmo. Você deixou de queimar fumo e foi procurar Deus. Que é isso? Zézim, vou te falar um lugar-comum desprezível, agora, lá vai: você não vai encontrar caminho nenhum fora de você. E você sabe disso. O caminho é in, não off. Você não vai encontrá-lo em Deus nem na maconha, nem mudando para Nova York, nem.
Você quer escrever. Certo, mas você quer escrever? Ou todo mundo te cobra e você acha que tem que escrever? Sei que não é simplório assim, e tem mil coisas outras envolvidas nisso. Mas de repente você pode estar confuso porque fica todo mundo te cobrando, como é que é, e a sua obra? Cadê o romance, quedê a novela, quedê a peça teatral? DANEM-SE, demônios. Zézim, você só tem que escrever se isso vier de dentro pra fora, caso contrário não vai prestar, eu tenho certeza, você poderá enganar a alguns, mas não enganaria a si e, portanto, não preencheria esse oco. Não tem demônio nenhum se interpondo entre você e a máquina. O que tem é uma questão de honestidade básica. Essa perguntinha: você quer mesmo escrever? Isolando as cobranças, você continua querendo? Então vai, remexe fundo, como diz um poeta gaúcho, Gabriel de Britto Velho, "apaga o cigarro no peito / diz pra ti o que não gostas de ouvir / diz tudo". Isso é escrever. Tira sangue com as unhas. E não importa a forma, não importa a "função social", nem nada, não importa que, a princípio, seja apenas uma espécie de auto-exorcismo. Mas tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te. Você não está com medo dessa entrega? Porque dói, dói, dói. É de uma solidão assustadora. A única recompensa é aquilo que Laing diz que é a única coisa que pode nos salvar da loucura, do suicídio, da auto-anulação: um sentimento de glória interior. Essa expressão é fundamental na minha vida.
É esse tipo de criador que você quer ser? Então entregue-se e pague o preço do pato. Que, freqüentemente, é muito caro. Ou você quer fazer uma coisa bem-feitinha pra ser lançada com salgadinhos e uísque suspeito numa tarde amena na CultUra, com todo mundo conhecido fazendo a maior festa? Eu acho que não. Eu conheci / conheço muita gente assim. E não dou um tostão por eles todos. A você eu amo.
Ou então vá fazer análise. Falo sério. Ou natação. Ou dança moderna. Ou macrobiótica radical. Qualquer coisa que te cuide da cabeça ou/ e do corpo e, ao mesmo tempo, te distraia dessa obsessão. Até que ela se resolva, no braço ou por si mesma, não importa. Só não quero te ver assim engasgado, meu amigo querido.”
sábado, 22 de setembro de 2007
Uma escrita com frescor

quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Casa das Palmeiras

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(Foto tirada na Rua das Palmeiras, 88. Casa das Palmeiras-que atende usuários portadores
de transtornos mentais com terapia que envolve arte e criatividade)
Nise da Silveira foi uma psiquiatra que revolucionou os métodos de atendimento ao portador
de transtornos mentais no Brasil. Foi uma revolução em sua época na abordagem clínica dos pacientes psiquiátricos, principalmente os esquizofrênicos, que geralmente eram isolados e considerados como incompreensíveis. Ela criou a Casa das Palmeiras e criou no Centro Psiquiátrico Pedro II, hoje Instituto Municipal Nise da Silveira, uma Oficina de Terapêutica Ocupacional, para aliviar a dor do conflito psicológico desse indivíduo hermético, visto por
muitos como incompreensível em seus delírios e alucinações.
“É indestrutível a criatividade, está presente em toda a parte.”
Nise da Silveira
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“Não sou muito do passado sou do futuro, quem olha demais pra trás, fica!”
Nise da Silveira
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sábado, 8 de setembro de 2007
Último adeus

a Pavarotti, cujo corpo foi velado na Catedral de Modena
(norte da Itália), as melhores árias de ópera cantadas
pelo tenor ecoavam pela praça principal da cidade.
Quem também passou pelo velório foi Alice, de 4 anos,
filha de Pavarotti que deixou um desenho na cabeceira do caixão do pai.
No dia da cerimônia uma mensagem escrita por Alice foi lida:
“Papai você me amou tanto. Sei que me protegerás sempre.
Eu te levarei vivo em meu coração de menina”.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
No Mineiro
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O Bar do Mineiro vive lotado de gente pois ele é realmente a cara despojada
de Santa Teresa com seus artistas, sua gente e seus sábios projetos.
Viva Santa Teresa Viva o Rio de Janeiro !!!
Viva toda a gente por todos os cantos desse mundo!!!
(No fundo somos mesmo parte de um todo)
sábado, 11 de agosto de 2007
Rimbaud
sábado, 4 de agosto de 2007
Pérolas

Visual da varanda daqui de casa em 31 de dezembro
...a lua no céu e ao fundo, no clarão na montanha,
os fogos e festa na quadra do Dona Marta.
Deve ter sido tudo de bom essa festa!!!
Pérolas tiradas de uma entrevista dada por Danuza Leão:
- Para ter uma idéia, no Rio de Janeiro só se compreende morar em Ipanema, Leblon, Jardim Botânico e Gávea. É incrível o que tenho de explicar porque troquei Copacabana pelo Flamengo. Morar em Copacabana já era uma extravagância. Ficou combinado que ninguém morava mais lá. Eu queria justamente ficar longe daquela gente que não tem vida própria, leva uma vida inventada. Ninguém tem coragem de ousar. Tenho pavor, por exemplo, dessa nouvelle cuisine que serve um camarão fatiado com uma gota de pitanga e um pingo de gengibre em cima, você sai sem saber o que comeu, morrendo de fome.
O que pensa do feminismo?
Não é igual nem tem que ser.
E, depois, custa alguma coisa a gente lavar o prato deles?
- Eu dizia que usar palito de dentes só no banheiro e no escuro. Mas tem coisas, como escovar os dentes, que também não se faz na frente dos outros. Escovar os dentes em banheiro coletivo é um horror. É muito íntimo. Aliás, não faço pipi em banheiro comunitário – se precisar nem tomo água. Não importa se vou ter uma infecção de rim. Simplesmente não vou.
domingo, 29 de julho de 2007
A ALMA IMORAL

Hoje vou ver a peça A ALMA IMORAL que é adaptado do livro do rabino Nilton Bonder
Ficha Técnica do espetáculo:
Texto: Nilton Bonder
Adaptação e interpretação: Clarice Niskier
Supervisão: Amir Haddad
Figurino: Kika Lopes
Iluminação: Aurélio de Simoni
Direção Musical: José Maria Braga
Preparação Vocal: Célio Rentroya
Preparação Corporal: Márcia Feijo
Programação Visual: João Gabriel
Direção de Produção: Celso Lemos
Assessoria de Imprensa: João Pontes e Stella Stephany
O livro de Nilton Bonder, A alma imoral, com um texto que provoca a comparação entre preservação e evolução com tradição e traição aponta para um paraíso onde os únicos mandamentos eram "multiplicar-se" e lidar com a questão da "transgressão". A consciência humana é formada desta descoberta fantástica de que nossa tarefa não é apenas a procriação, mas, nas condições certas e na medida certa, transcender a nós mesmos. Esta traição para nós mesmos, que é vital para a continuidade da espécie, gera o conceito de alma.
Para Bonder, a alma é o elemento do próprio corpo que está comprometida com alternativas fora deste corpo. E, enquanto o corpo forja a moral para garantir sua preservação através da procriação, a alma engendra transgressões. Esta alma que questiona a moral, assumindo-se muitas vezes imoral, é apresentada através de incontáveis transgressões em textos e conceitos antigos.
Um livro de profundo impacto na reflexão sobre o certo e o errado, a obediência e a desobediência, as fidelidades e as traições. Um convite a conhecer as profundas conexões entre o traidor e o traído, entre a marginalidade e a santidade, entre a alma e o corpo.
Sobre o autor
Nilton Bonder é rabino com função de líder espiritual da Congregação Judaica. É graduado em engenharia mecânica pela Universidade de Columbia e doutor em literatura hebraica pelo Jewish Theological Seminary.
Reconhecido internacionalmente, seus livros já foram lançados nos EUA e Europa. A cabala da comida, A cabala do dinheiro, O segredo judaico de resolução de problemas estão entre seus títulos mais vendidos. Seu livro anterior, Portais secretos, foi lançado pela Rocco em 1996. A alma imoral é seu décimo primeiro livro.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Jackie Eller Tequila Onassis

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Eh Eh Eh!!!! Aniversário dessa grande figurinha...Jackie Eller Tequila Onassis.
Sorte x Amor x Pro$peridade x Alegrias e muito mais...pra você.
Fazer aniversário é mesmo muito bom, sei que têm pessoas que preferem não comemorar, eu já amo festa, comemorações, essas coisas todas.
Mas o aniversário é um momento importante para
ver tudo que passamos, o que vivemos, fazer um balanço pra vida sempre prosperar, afinal de contas, viver dá trabalho, mas sempre vale à pena.
domingo, 24 de junho de 2007
Marly de Oliveira

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Separando umas poesias da grande Marly de Oliveira
que morreu há alguns dias, deparei com essa poesia
do livro “Mar de permeio”.
...e como me disse minha amiga Bob Portas
“esse é um livro que ela fez para as filhas.
Todas as poesias são para uma ou para outra.
O Lauro (pai das meninas) disse que nesta época
cada filha morava em um país diferente
e o mar separava a família - mar de permeio”.
lenços roupas empilhadas
tênis papéis por todo o lado,
os livros do colégio, um copo d' água,
mas um jeito de amar fala mais alto
e vai fazer a cama, renovando os
lençóis; é tão forte o calor, dói
a coluna, nem dói mais, quando
sonolenta ela entra
e sorri sonolenta, um anjo
pousado um momento
no meu ombro; agora a cama está sempre
feita, o armário sempre arrumado, ela
longe longe longe numa
moldura mais que perfeita, e o
dia inteiro olho seu quarto, os quadros,
faz tanta falta aquela desordem!
ela está lá e está aqui
dentro de mim,
e quando sequer falamos
ao telefone é como se nem
entre nós um oceano
houvesse, como se nem.
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