
Muito se diz sobre a leitura e a gente sabe que ainda se lê muito pouco. De fato, enquanto nossos vizinhos colombianos lêem, em média, 2,4 livros por habitante/ano - sem falar nos 5 de EUA e Inglaterra ou dos 7 per capita da França - nosso índice de leitura permanece nos 1,8 livros por brasileiro a cada ano.
A edição de livros diminuiu em 50% menos do que imprimiam as editoras duas décadas atrás. E também sabemos que apenas um entre cada quatro brasileiros consegue ler e compreender um texto mais longo, já que um deles é analfabeto e os outros dois são analfabetos funcionais, aqueles que mal conseguem escrever ou ler mais do que um simples bilhete.
Ok, agora já existe um bom motivo para os incrédulos dizerem que esse País não tem jeito mesmo, ninguém lê e nem vai ler. Ponto final.
Porém, essa não é uma verdade, eu mesma quando estive Secretária de Cultura em Nova Friburgo criei uma Sala de Leitura no bairro de Olaria, um bairro popular, 'Sala de Leitura Cecilia Meireles'. E posso garantir que se engana quem pensa que não existem pessoas - crianças, jovens, homens, mulheres, idosos - que acreditam na força do livro e da leitura como uma mola propulsora da inclusão social e promoção da cidadania, além de fonte inesgotável de prazer e do conhecimento.