sexta-feira, 5 de junho de 2009

Meus quatro anos

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Essa aí da foto sou eu com 04 anos...
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E lá se vão 38 anos deste dia. Minha mãe tinha o hábito de fazer esses cachinhos no meu cabelo. Pouco tempo depois me levaram para cortar o cabelo e ele perdeu todos os cachos ficando “lambido’. Até hj ouço minha mãe reclamar com tristeza desse fato.
É engraçado, as mães mesmo estando o filho já velho, elas ainda os associam com as crianças que um dia foram. É tão bonito esse sentimento, bonito e profundo.
E nós, já senhores da nossa vida, “maduros’, nesses instantes nos sentimos pequenos de novo, filhos da mãe da gente e sendo admirados como crias delas.
Engraçado nesse retrato é que mesmo com 04 anos eu já tinha o hábito de cruzar as pernas e mãos. Uma pose de menina metidinha! rs rs...

4 comentários:

Lili disse...

Com isso me lembrei do poema de Casimiro de Abreu, poeta romântico.

Meus oito anos Casimiro de Abreu
Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais.
Como são belos os dias
Do despontar da existência
Respira a alma inocência,
Como perfume a flor;
O mar é lago sereno,
O céu um manto azulado,
O mundo um sonho dourado,
A vida um hino de amor !
Que auroras, que sol, que vida
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar
O céu bordado de estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !

Oh dias de minha infância,
Oh meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delicias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha, irmã !
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Pés descalços, braços nus,
Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas
Brincava beira do mar!
Rezava as Ave Marias,
Achava o céu sempre lindo
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar !

Oh que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da, minha infância querida
Que os anos não trazem mais
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
A sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Francisco Sobreira disse...

Que belezinha, querida Lili. Para as mães, realmente, os filhos, de certo modo, parecem não ter crescido. Elas relembram aos rebentos tantas coisas deles na infância e os filhos gostam dessas lembranças agradáveis. Fazem-nos fugir um pouco do mundo atual em que vivem. Um beijo.

railer disse...

fofinha demais!
parabéns!

Anônimo disse...

Que graça! Mas tinha um olhar sério.
Grande abraço
Mauro P.