
Ministros de Cultura e responsáveis pela área na América Latina e no Caribe pediram em Buenos Aires que os países invistam no fortalecimento da diversidade para conter a crise financeira global.
Os titulares também defenderam que a cultura seja usada como ferramenta transformadora para combater a pobreza e as desigualdades sociais.
"As potências centrais nos colocaram para combater nos âmbitos culturais. Fomos pasto fácil do modelo consumista, que gera poder político e, portanto, econômico", considerou o embaixador da Venezuela em Buenos Aires, Arévalo Méndez,
"Fortaleçamos a identidade própria, descubramos e avaliemos mil vezes o que é nosso. Façamos um censo, se for necessário. Resgatemos nossos valores e trabalhemos em políticas compartilhadas para combater o neocolonialismo. Só assim sairemos do atoleiro da pobreza e da desigualdade", assegurou.
Méndez disse que a América Latina e o Caribe "não podem voltar a pagar por uma crise" como aconteceu no século passado "com a reconstrução da Europa", após a Segunda Guerra Mundial.
O ministro de Cultura e Comunicação do Haiti, Olsen Jean Julien, destacou que a cultura terá um "papel determinante" para enfrentar a crise.
"Transformar as pessoas em consumidoras é simplesmente reduzir a cultura. Se não identificarmos qual é a nossa e perdermos a capacidade de nos reconhecer, teremos sido vencidos na batalha", destacou.
Fonte: Clipping DUO