sábado, 31 de julho de 2010

Privacidade & Visibilidade

google1
Em breve vamos poder ver o interior de um restaurante através de um novo serviço do GOOGLE. Os testes estão sendo feitos em 30 cidades nos EUA, Austrália e Japão.

Disponível na página Google Places, o serviço foi oficialmente lançado há alguns dias atrás e oferece uma visão panorâmica dos interiores dos espaços comerciais. Neste primeiro momento, os negócios nas zonas de teste podem mesmo solicitar uma visita do Google aos seus estabelecimentos.

Não satisfeito por tornar as ruas das cidades de todo o mundo acessíveis através do Street View, o Google agora quer nos levar para dentro das lojas e restaurantes. Só vai ficar faltando entrar dentro dos cômodos das nossas casas. 

domingo, 9 de maio de 2010



Aos meus amigos blogueiros, e aos outros amigos que vez por outra entram aqui:
Comunico com carinho e respeito que estou dando uma pausa no blog, faço isso com uma ‘dó danada’, mas é que não tenho tido tempo de vir aqui, e a postagem do jeito que me é possível no momento, não me satisfaz.

Prezo muito o contato com os amigos que fiz aqui e espero ter tempo de visitar, sempre que puder, todos vocês. Mas é que chega um momento em que a gente precisa definir metas e se organizar. Comecei o mestrado na PUC-Rio e preciso me dedicar plenamente. A tarefa exige!!
Deixo, por enquanto esta foto minha, menina ainda, feita num tempo em que a vida era um descobrir horizontes diferentes. Acho que estou neste momento novamente.


Um abraço afetuoso,
LILI

domingo, 25 de abril de 2010

Em tempos de pichação



Pensamento PiXação
por Marcia Tiburi

Para questionar a estética da fachada

A revolta geral da sociedade contemporânea contra a pichação se ampara na hipótese de seu caráter violento. Usarei a expressão pixação, com X, para tentar tocar no X da questão. A estética da brancura ou do liso dos muros, hegemônica em uma sociedade que preserva o ideal da limpeza estética, dificulta outras leituras do fenômeno da pixação. O excessivo amor pela lisura dos muros, a sacralização que faz da pixação demônio, revela enquanto esconde uma estética da fachada.

Toda estética inclui uma ética, assim a da fachada. Fachada é aquilo que mostra uma habitação por fora; pode tanto dar seqüência ao que há na interioridade, quanto ser dela desconexo. É da fachada que se baste por si mesma à medida que lhe é próprio ser suficiente aos olhos. A estética da fachada que defende o muro branco é a mesma que sustenta a plastificação dos rostos, a ostentação dos luxos no “aparecimento geral” da cultura espetacular, no histérico “dar-se a ver” que produz efeitos catastróficos em uma sociedade inconsciente de seus próprios processos.

Nesta São Paulo do começo de século 21 não é permitido cobrir “fachadas” com propagandas e outdoors. A proibição, ainda que democrática, produz um novo efeito de observação da cidade. Tornou-se visível o que se ocultava por trás do “embelezamento” capcioso sobre um outro cenário. A obrigação do padrão do liso é efeito da democracia que, no entanto, flerta com sua manutenção autoritária. É o desejo governamental da neutralidade e da objetividade no espaço público o que deve servir de cenário à vida na cidade. Governar é no Brasil a habilidade de comandar a fachada que na administração paulistana sai do símbolo para entrar na prática mais imediata do cotidiano. A vontade de fachada é, afinal, uma vontade de poder compartilhada por toda a cultura em todos os seus níveis.

A pixação é o contrário do outdoor, ainda que compartilhe com ele a proibição de aparecer no cenário urbano comprometido pelo governo com uma neutralidade que serve à mesma ocultação de carroceiros e outros excluídos. Ampara-se no olhar burguês cego para mendigos e crianças abandonadas nas ruas. Enquanto o outdoor pode se sustentar no pagamento das taxas que o permitem, a pixação não alcança nenhuma autorização, ela está fora das relações de produção. O que o outdoor escondia era muitas vezes a própria pixação, enquanto a pixação não esconde nada, ela é o que se mostra quando ninguém quer ver sendo meramente compreendida como “ofensa” ao muro branco. Anti-capitalista, a pixação não se insere em nenhuma lógica produtiva, ela é irrupção de algo que não pode ser dito. Sem pagar taxas, o pichador exercerá uma espécie de lógica da denúncia. Mas quem poderá perceber?

Não é possível negar o direito ao muro branco ou liso em uma sociedade democrática, na qual está sempre em jogo a convivência das diferenças. O direito ao muro branco é efeito da democracia. Mas a questão é bem mais séria do que a sustentação de uma aparência ou de um padrão do gosto. A pixação é também um efeito da democracia, mas apenas no momento à ela inerente em que ela nega a si mesma. Ela é efeito do mutismo nascido no cerne da democracia e por ela negado ao fingir a inexistência de combates intestinos e velados. A pixação é, neste sentido, a assinatura compulsiva de um direito à cidade. Um abaixo-assinado, às vezes surdo, às vezes cego, pleno de erros, analfabeto, precário em sua retórica, mas que, em sua forma e conteúdo, sinaliza um retrato em negativo da verdade quanto ao espaço – e nosso modo de percebê-lo – nas sociedades urbanas. Espaço atravessado, estraçalhado, pela exclusão social.

A pixação é uma gramática que requer a compreensão da brancura dos muros. O gesto de escrever só pode ser compreendido tendo em vista que todo signo, letra, palavra, investe-se contra ou a favor de um branco pressuposto no papel. O grau zero da literatura é esta luta com o branco. A escrita é combate contra o branco, negação do alvor fanático, como o pensamento é sempre oposição e negação do que se dispõe como evidente, convencional, pressuposto. Por outro lado, a escrita é abertura e dissecação do branco, lapidação do branco pelo esforço da pedra, mas nunca sua confirmação, nunca é a ação da borracha, do apagamento, da camada de tinta que alisará o passado, o que desagrada ver. Sua lógica é a do inconformismo infinito. Imagine-se uma sociedade em que o papel não fosse feito para a escrita, em que as superfícies brancas de celulose não sustentassem idéias, comunicação, expressão, afetos, anseios, angústias. Imagine-se uma sociedade em branco e começar-se-á a entender porque a pixação nas grandes cidades é bem mais do que um ato vândalo que, para além de ser uma forma de violência, define a cidade como um grande livro escrito em linguagem cifrada. O pichador é o mais ousado escritor de todos os tempos. Diante do pichador todo escritor é ingênuo. Diante da pixação a literatura é lixo.

A Cidade como Mídia

Uma leitura da pixação que veja nela a mera ofensa ao branco perderá de vista a negação filosófica do branco que é exercida pela pixação. A pixação eleva o muro a campo de experiência, faz dele algo mais do que parede separadora de territórios. Mais que propriedade invadida é a própria questão da propriedade quanto ao que se vê que é posta em xeque.

A pixação é o grito impresso nos muros. Ação afetivo-reflexiva em uma sociedade violenta que não aceita a violência que advém de um estado de violência. Ela é a marca anti-espetacular, o furo no padrão da falsidade estética que estrutura a cidade. É a irrupção do insuportável à leitura e que exige leitura para a qual a tão assustada quanto autoritária sociedade civil é analfabeta. E politicamente analfabeta.

Em vez do gesto auto-contente, o que a pixação revela é a irrupção de uma lírica anormal. A Internet com seus blogs (horrendos, bonitos, mais bem feitos ou mais mau-humorados) é o seu análogo perfeito. A pixação revela o desejo da publicação que manifesta a cidade como uma grande mídia em que a edição se dá como transgressão e reedição onde o pichador é o único a buscar, para além das meras possibilidades de informar ou comunicar, a verdade atual da poesia, aquela que revela a destruição da beleza, o espasmo, a irregularidade, a afronta, que não foi promovida pela pixação, mas que ela dá a ver. Em sua existência convulsa a pixação é a única lírica que nos resta.

sábado, 17 de abril de 2010

A ordem do dia aqui pelas bandas cariocas é falar mal das pessoas que moram nos morros, favelas e comunidades. Tudo por conta dos desabamentos ocorridos com a chuva que parou o Rio de Janeiro e Niterói. É cada coisa que tenho ouvido...
"Quem manda fazer casa no morro"; "Agora eles vão ter aluguel social. Depois vão ganhar uma casa"; "Eu pago imposto e nunca ganhei casa na vida"; "Quem manda vir para cá, deviam ficar lá no Nordeste".
Enfim, me desculpem pela pequenez da palavra, estou apenas reproduzindo algumas das barbaridades que tenho escutado.
A última da vez foi do Arnaldo Jabor, cineasta que se faz de porta voz da Rede Globo (a voz do dono, ou o dono da voz) que anda barbarizado, pois a classe C e D está andando de avião e os aeroportos estão insuportáveis.
Claro que isso é uma resposta à candidata Dilma Rousseff, que declarou que não vai privatizar a Infraero. Até porque se a solução fosse privatização não teríamos mais nenhum problema com o metro, com as rodovias, a supervia e nem com as linhas de ônibus no Rio controladas por empresas e que 'funcionam divinamente'.
Mas, o que talvez mais incomode é o fato dos brasileiros terem conseguido mudar de vida graças à estabilidade econômica do atual governo. Para Jabor e, toda enorme corja, o Governo Lula não passa de uma continuidade do Governo FHC. Ora ora, por que então no fim dos anos 90 a economia, apesar do Plano real, foi pro buraco?!
O que eles tentam inutilmente é fechar os olhos da população para os grandes investimentos e para os esforços em acelerar o crescimento do Brasil e levar este País a ser a quinta maior economia do mundo.

domingo, 21 de março de 2010

Historinha de uma noite

Esta foto fiz de mim mesma me maquiando para sair com amigos ontem à noite. (mil mãos: 1 segurando a máquina e outra pintando os olhos)

A noite nem foi tão maravilhosa... Os amigos, na verdade nem eram tão amigos, e logo no início percebi que havíamos saido com interesses diferentes: Um teria saído para comer - não era o meu caso - outro tinha saído para 'pegar' ou 'se arranjar' na noite - tb não era o meu caso.
Enfim, acabou que passei a noite tomando drinques e comendo... Hoje acordei com a cabeça rodaaaaando louca pelo teto do quarto. Com uma ressaca chatíssima e uma sensação de que não valeu a pena.
Bom mesmo é sair com os amigos, os chegados, porque podemos discutir, rir, falar mal uns dos outros, nos divertir plenamente e no caso da ressaca do dia seguinte, ter a sensação de que ao menos valeu muito a pena.

♥ E Claro todo mundo voltando de táxi para casa, como fizemos ontem #LEI SECA ♥

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

De bobeira

Olá, amigos...
Espero que todos estejam bem
:)
Estou tendo alguns 'dias de bobeira' e, também me dando alguns dias de descanso, o que considero fundamental pras coisas fluirem. Infelizmente, por conta disso tenho me ausentado do blog. Mas, já, já toh voltando com mais gás. ;)


Estas fotos fiz em Cabo Frio.






quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pré Carnaval




Do tradicional desfile das escolas de samba, famoso mundialmente, ao chamado Carnaval de Rua que permanece seduzindo multidões, principalmente em Salvador, Recife e Olinda, o carnaval é mesmo uma festa incrível com suas diferentes celebrações regionais.
É claro que o carnaval brasileiro acaba tendo uma mistura de um tudo, os foliões convivem com bumbos e tambores, arruaças e muito barulho, com cordões e as escolas de samba incorporando na paisagem tradições européias, máscaras, adereços e fantasias, como pierrô, colombina e Rei Momo.


Já ouvi falar que as origens mais remotas das comemorações de Carnaval podem estar relacionadas com festividades primitivas de tipo religioso, ligadas a natureza, como a volta da primavera. É possível associá-lo às festas de caráter orgíaco, como as bacanais, celebrações a Baco, deus do vinho, na Grécia antiga, ou as festas em honra a Saturno, saturnais, Deus da agricultura, na Roma antiga.


Eu, cá comigo, adoro carnaval, gosto de me produzir, e me fantasiar! E já estou desde a semana passada, quando fiz essas fotos, em clima de pré carnaval!!!